Aprendi com o saudoso Kafunga a ter “visão dinâmica” de um jogo de futebol, assim como podemos fazer leitura dinâmica de um jornal ou livro. Depois da palhaçada do goleiro Marcelo, joguei no “piloto automático” e vi que o Atlético não obteria nenhum resultado positivo no jogo contra o Vitória.
Falhas acontecem e são toleráveis, mas molecagem não. Depois do jogo é fácil dizer “errei” e “paciência”, mas os três pontos se foram e o Atlético dançou.
Também não entendi até hoje o Vanderlei Luxemburgo dizer que este Marcelo é do mesmo nível de “um Fábio”.
Qual Fábio? O do Cruzeiro é que não pode ser!
Nenhum time conquista nada sem um bom goleiro, porque além de cumprir bem o papel dele, tem mais uma função fundamental na equipe: garantir a tranqüilidade aos companheiros, principalmente da defesa. Os beques ficam nervosos e inseguros quanto teem um frangueiro atrás deles, porque o trabalho tem que ser dobrado.
Depois de testar três veteranos, está na hora de apostar no recém promovido Renan Ribeiro. E se o Luxemburgo achar que ele ainda é “verde”, que volte com o uruguaio Carini, o menos ruim até agora.