O placar foi magro e não condiz com a realidade do jogo, que poderia ter ficado em 4 a 2 para o Atlético, não fossem tantas oportunidades perdidas.
O Galo foi muito bem, com destaque especial para os dois vovôs do time: Júnior e Marques. Que partida fizeram!
Fico imaginando o que deu na cabeça do Celso Roth para isolar o Júnior ano passado, e tirá-lo até do banco de reservas. Por essas e outras está desempregado até hoje.
Júnior jogou o tempo todo, marcando, atacando, driblando e fazendo cruzamentos impecáveis, como o que originou o gol do Fabiano.
Marques também surpreendeu, pelo fôlego, já que vontade nunca lhe falta e bola ele sempre teve. Parecia um recém chegado ao time, desses que precisam provar alguma coisa à torcida. Entrou aos 25 minutos do primeiro tempo, no lugar do Renan Oliveira, que parecia estar com sono, errando passes e lento. Marques e Muriqui passaram a se revezar nas pontas e abriram a defesa pernambucana, que não sabia a quem marcar.
A defesa foi bem e até o Aranha esteve firme no gol. A dupla de zaga, com atuação impecável do Jairo Campos e Werley não deu espaços para o ataque do Sport.
Fabiano saiu no intervalo, machucado no joelho, dando lugar ao Corrêa, que está voltando de um mês de inatividade, mas que fez uma boa partida também.
Ao Tardelli faltou o gol para coroar a sua boa atuação. Não brilhou como de costume, porque a marcação sobre ele é sempre especial.
O jogo da volta, em Recife, vai ser muito interessante: pressão total do Sport, que terá de buscar a vitória, e nos contra-ataques, o Galo pode se dar bem.
Givanildo realmente é um grande treinador; arrumou o Sport, que será osso duro de roer em Recife, e Vanderlei Luxemburgo mostrou ontem porque é uma das referências entre os treinadores do país, com coragem para apostar em Júnior, e tirar o jovem Renan, aos 25 do primeiro tempo, apostando em outro veterano como o Marques, que mudou a cara do jogo.